IPEM intensifica fiscalização de cargas perigosas

O Instituto de Pesos e Medidas do Estado (IPEM) vistoriou, no mês de abril, 190 caminhões-tanques, em sete operações realizadas nos municípios de Barretos, Cajati, Rio Pardo, Pardinho, Itu, São José dos Campos e Guariba. A fiscalização cresceu 46% em comparação com o mesmo período de 2004. Foram autuados 57 caminhões, ante 45 no ano passado, acréscimo de 26,6%.

O Instituto apreendeu o Certificado de Inspeção de Produtos Perigosos (CIPP) de 18 transportadores, o que representa queda de 21,7% na comparação com os 23 de 2004. O CIPP é o documento de porte obrigatório para esse tipo de transporte no território nacional.

A lei estipula como carga perigosa substâncias cujas características possam colocar em risco a população e o meio ambiente. São produtos químicos do grupo 07A (xileno, tolueno) e combustíveis líquidos (gasolina, álcool etílico carburante, óleo diesel, querosene e gasolina de aviação).

A fiscalização em rodovias orienta os motoristas e retira de circulação transportadores com irregularidades. As ações do órgão são realizadas em conjunto com as polícias rodoviárias estadual e federal e as concessionárias de estradas. Quando alguma irregularidade é encontrada, o responsável é autuado, impedido de trafegar e tem até dez dias, a partir da data da constatação da infração, para apresentar justificativa na superintendência do IPEM.

Cada caso é analisado individualmente. Se o problema for comprovado, o instituto aplica advertência e multa, entre R$ 400 e R$ 2,5 mil. Na reincidência, o valor dobra. O veículo com CIPP apreendido só pode voltar a trafegar depois de efetuar o conserto e passar por nova inspeção em qualquer posto do IPEM.

O trabalho dos técnicos é preventivo. Verificam o estado de conservação da parte mecânica e dos cilindros que transportam a carga perigosa. Analisam também pneus, freios, suspensão e sistemas de iluminação e sinalização do caminhão-tanque. O objetivo é prevenir acidentes como o do dia 3 de maio, na Avenida dos Bandeirantes (zona sul da capital), quando tombou uma carreta carregada com nitrato de amônia, produto de alta capacidade oxidante.

Rogério Mascia Silveira
Da Agência Imprensa Oficial

Reportagem publicada originalmente na página IV do Poder Executivo I e II do Diário Oficial do Estado de SP do dia 08/06/2005. (PDF)

Hospital Dia da Unesp Botucatu bate recorde de atendimentos

O Hospital Dia (HD) da Unesp Botucatu bateu o recorde de atendimentos no mês de abril, com 997 consultas, volume 82% superior à média registrada nos primeiros seis meses de funcionamento. Integrante do complexo do HC da Faculdade de Medicina da universidade, o HD é especializado no diagnóstico e tratamento de portadores do vírus HIV/Aids e oferece assistência integral para pacientes.

A unidade, inaugurada em setembro do ano passado, dispõe de equipe multidisciplinar específica e realiza exames complexos. Seu atendimento é direcionado às regiões centro-oeste e sudeste do Estado. Funciona em dois prédios, de arquitetura moderna, em área construída de 1,2 mil metros quadrados, ao lado do câmpus.

O projeto arquitetônico inédito garante segurança, conforto e privacidade para doentes e familiares. O centro de atendimento também é uma unidade de ensino e treinamento para alunos de graduação e pós-graduação de medicina e enfermagem, e para residentes do Programa de Doenças Infecciosas e Parasitárias.

O Hospital Dia é resultado de parceria entre Unesp, Fundação para o Desenvolvimento Médico Hospitalar (FAMESP), governo do Estado e Fundação Bons Ares, ONG mantida pela comunidade de Botucatu. De acordo com o diretor-técnico da unidade, professor Domingos Alves Meira, no início do tratamento da Aids, na década de 1980, a maioria dos doentes ocupava leitos hospitalares e morria nos hospitais.

Atenção múltipla

Depois, com o avanço no tratamento, passaram a ter maior sobrevida sem necessidade de ficar internados por longos períodos. Meira explica que a proposta é oferecer atenção múltipla ao paciente, com baixo custo e de forma digna. Antes, o soropositivo não podia ficar na sala de espera de hospitais, porque era discriminado pelos doentes de outras especialidades. “A unidade de saúde funciona como clínica de múltiplas necessidades e dispensa equipamentos e recursos humanos de um hospital tradicional”, explica.

No HD, o paciente fica algumas horas e pode retornar quando necessário. Além de médico e enfermeiro, o serviço inclui dentista, terapeuta ocupacional, psicólogo, assistente social e fisioterapeuta, todos com consultórios específicos. A coleta de sangue é feita em área reservada. Dessa forma, o paciente não precisa ser identificado. Há também vestiários, sala de espera, arquivo, auditório para treinamento e projetos sociais e educativos, copa, banheiros e auditório.

Rogério Mascia Silveira
Da Agência Imprensa Oficial

Reportagem publicada originalmente na página IV do Poder Executivo I e II do Diário Oficial do Estado de SP do dia 07/06/2005. (PDF)

Cetesb e prefeitura vão gerenciar áreas contaminadas da capital

A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e a prefeitura de São Paulo vão instalar sistema para gerenciar áreas contaminadas na capital. O trabalho está previsto no acordo de cooperação assinado recentemente pelo presidente da Cetesb, Rubens Lara, e pelo secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge. A parceria prevê transferência de conhecimento e de informações entre os órgãos e elaboração de um cadastro das áreas contaminadas.

A intenção é iniciar uma política de recuperação dessas regiões. Será debatida a aplicação de medidas emergenciais para evitar exposições comprovadas aos contaminantes ou riscos agudos para a população. Segundo a Cetesb, das 1.336 áreas contaminadas existentes no Estado, 489 estão na capital. São 397 postos de combustível, 42 indústrias, 28 lojas, 20 estabelecimentos de deposição de resíduos e duas de acidentes desconhecidos.

A Cetesb vai orientar o treinamento de técnicos da prefeitura e promoverá a transferência de conhecimentos técnicos, além de oferecer informações para a criação de planos de trabalho que têm como objetivo sanar as áreas contaminadas.

Rogério Mascia Silveira
Da Agência Imprensa Oficial

Reportagem publicada originalmente na página IV do Poder Executivo I e II do Diário Oficial do Estado de SP do dia 03/06/2005. (PDF)