Homenagem a Pierre Restany no Museu de Arte Contemporânea

O Museu de Arte Contemporânea (MAC), ligado à Universidade de São Paulo (USP), inaugurou ontem a exposição Homenagem a Pierre Restany, com 29 obras da artista plástica Sonia Von Brusky. O público pode conferir, com entrada franca, até 22 de setembro, trabalhos que celebram a vida do teórico criador do Novo Realismo, falecido aos 72 anos de idade, em Paris, no mês de maio e considerado um dos mais influentes críticos de arte do século 20.

As 29 esculturas em metal, mármore e poliéster, em exposição, foram confeccionadas pela escultora a partir de fragmentos de canos e escapamentos de automóveis. Integram a coleção “fósseis pós-industriais” e representam o movimento liderado por Restany, que expressa questões industriais e urbanas.

O crítico descreveu assim as peças: “A mensagem veiculada é clara: simboliza um sinal de alerta planetário. Esses agentes diretos de nocividade nos conscientizam quanto à preservação universal do meio ambiente, através do expediente de uma manipulação lúdica”.

A curadoria da exposição é de Daisy Peccinini, Elza Ajzenberg e Kátia Canton. O MAC abre ao público de terça a sexta-feira, das 10 às 19 horas. Aos sábados, domingos e feriados das 10 às 16 horas. O endereço é Rua da Reitoria, 109-A – Cidade Universitária – capital.

Serviço

MAC-USP
Agendamento de visitas – tel. (11) 3091-3327

Rogério Mascia Silveira
Da Agência Imprensa Oficial

Reportagem publicada originalmente na página IV do Poder Executivo I e II do Diário Oficial do Estado de SP do dia 27/08/2003. (PDF)

Fapesp investe R$ 5 milhões para estudar a Morte Súbita dos Citros

Proposta envolve três linhas de pesquisa para conter praga que já causou prejuízos de US$ 20 milhões nos pomares do sul e sudeste

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapesp) assinou, dia 14, acordo com a Secretaria Estadual de Agricultura para realizar pesquisas nos laranjais afetados pela Morte Súbita dos Citros (MSC). O projeto prevê a destinação de R$ 5 milhões em recursos para ampliar os estudos sobre a doença que está atacando um milhão de árvores do sul mineiro e norte paulista e já causou prejuízos de US$ 20 milhões.

Carlos Vogt, presidente da Fapesp, reconhece a gravidade da situação. “Trabalhamos junto com os profissionais da Secretaria de Agricultura em outros programas na área da citricultura, como o sequenciamento da bactéria Xyllela fastidiosa, causadora da Doença do Amarelinho”, afirma. Para ele, o combate à MSC tem impactos de caráter econômico e social.

Duarte Nogueira, secretário da Agricultura, ressaltou a importância da citricultura para a economia paulista e brasileira. “A laranja responde por 400 mil empregos diretos e impulsiona uma cadeia produtiva de US$ 5 bilhões por ano. O objetivo é preservar a produtividade do pomar citrícola do Estado, o maior do mundo”, conclui.

Três linhas de pesquisa

A proposta da Fapesp envolve três linhas de pesquisa. A primeira é estudar a causa (etiologia) da doença e descobrir se é um vírus mutante da tristeza dos citros, doença que devastou os pomares durante a década de 40. A segunda iniciativa é observar a distribuição dos fenômenos de sanidade e doença (epidemiologia) para determinar o tamanho e a evolução dos focos da doença e, por fim, fazer o controle da infestação, incluindo os estudos com porta-enxertos alternativos e resistentes.

A morte súbita da laranja foi registrada pela primeira vez há dois anos no município de Comendador Gomes (MG), na região do Triângulo Mineiro. Desde então tem avançado sobre os pomares paulistas, principalmente na zona fronteiriça com o município de Barretos. A doença ganhou este nome pela rapidez com que mata a planta.

Força-tarefa nacional

A proposta apresentada à Fapesp integra uma das principais iniciativas estabelecidas pela força-tarefa criada em fevereiro. O trabalho conjunto reúne forças da administração paulista, governo federal e os estados citricultores de Minas Gerais e Paraná. “São Paulo tem 211 milhões de pés, do total de 225 milhões plantados nas três unidades da federação. O momento é de somar esforços e conter a praga”, explica Duarte.

Um dos maiores agravantes é que a doença ataca plantas enxertadas sobre o limão-cravo, responsável por 85% dos vegetais. “A competitividade brasileira no setor está no uso deste porta-enxerto, que dispensa irrigação. Para trocá-los, teríamos um aumento significativo nos custos de produção, pois os porta-enxertos tolerantes à morte súbita necessitam de irrigação. Assim, só a pesquisa será capaz de diagnosticar o vírus causador da praga e propor alternativas para os porta-enxertos”, finaliza.

Rogério Mascia Silveira
Da Agência Imprensa Oficial

Reportagem publicada originalmente na página IV do Poder Executivo I e II do Diário Oficial do Estado de SP do dia 21/08/2003. (PDF)

Bate-papo on-line do IPT discute hoje novos usos para cartões magnéticos

A partir das 11 horas, usuário da internet pode debater on-line automação bancária

O visitante do site do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) poderá debater, a partir das 11 horas, com o especialista da entidade, Édson Pistoni, novas possibilidades para transações financeiras e automação bancária. O tema do bate-papo (chat) é Mídias Magnéticas para a área de cartões de débito, crédito e serviços.

O Centro de Pesquisa Paulista, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (SDECTI) é uma das três instituições no mundo habilitada a fazer ensaios com os cartões. Realiza testes a partir do trabalho conjunto entre laboratórios próprios, capitaneados pelo de avaliação de mídias magnéticas.

Smart cards

O IPT também realiza experiências com os chamados smart cards. A nova tecnologia oferece maior segurança do que os cartões magnéticos tradicionais utilizados pelo mercado. “Acredito que, nos próximos anos, viveremos um processo maciço de substituição dos cartões magnéticos tradicionais pelos smart cards“, afirma.

O Instituto já colaborou com a instituição desse produto nos sistemas de ônibus de Curitiba e Campinas. Atualmente, presta serviços para bancos brasileiros no desenvolvimento dessa tecnologia.

O que é o IPT

O IPT foi fundado há mais de 100 anos e ocupa área construída de 87 mil metros quadrados no campus da Cidade Universitária, na capital. Possui 400 pesquisadores e orçamento anual de R$ 100 milhões. A missão do Instituto é desenvolver pesquisa, inovação e tecnologia na área de engenharia. Oferece, também, apoio ao setor produtivo e auxilia na concepção e execução de políticas públicas.

Conheça Édson Pistoni

O especialista Édson Pistoni se formou técnico em eletrônica em 1976 e atua na Divisão de Mecânica e Eletricidade do IPT desde 1977. É diretor do Laboratório de Avaliação de Mídia Magnética há cinco anos e realizou trabalhos de pesquisa e desenvolvimento para micro usinas da CPFL, elevadores Weston, semáforo coordenado pelo fluxo de trânsito, pedágio eletrônico e outros.

Rogério Mascia Silveira
Da Agência Imprensa Oficial

Reportagem publicada originalmente na página IV do Poder Executivo I e II do Diário Oficial do Estado de SP do dia 12/08/2003. (PDF)